quinta-feira, 21 de abril de 2016

NEM TUDO É O QUE PARECE


     Você alguma vez já praticou mergulho? Ou parou para analisar as imagens maravilhosas do fundo do mar?
Todos nós conhecemos mesmo que pouco as belezas exuberantes e muitas vezes exóticas do assoalho dos mares e oceanos. Mas afinal quais organismos formam essa maravilha toda?

Nem tudo são flores!!

Embora pareçam flores muitos desses coloridos organismos na verdade são animais pertencentes ao filo Cnidária. Esse grupo representado pelas águas-vivas, hidras, corais e anêmonas-do-mar são os responsáveis pela exuberância no fundo dos mares e oceanos. Os Cnidários são peculiarmente curiosos, pois possuem uma alternância de gerações em seu ciclo de vida, onde há uma fase em forma de pólipo (corpo em formato de um tubo cilíndrico) séssil (forma imóvel) em muitas vezes colonial que se reproduz assexuadamente; e uma fase de medusa livre natante que se reproduz sexuadamente dando origem a uma nova colônia.
O nome Cnidário se dá devido à presença de cnidócitos que são células encontradas na epiderme destes animais e contém uma substância tóxica que pode queimar, paralisar, e até mesmo matar outros animais sendo utilizadas como proteção ou na captura de presas.











Os Recifes de Corais

Os corais são caracterizados pela forma de pólipo, sendo sésseis, apresentando crescimento lento e secretando um sólido esqueleto composto de carbonato de cálcio. Várias espécies de corais fazem relações ecológicas harmônicas formando colônias com centenas, milhares e até mesmo milhões de indivíduos. Formando as comunidades bentônicas mais ricas dos oceanos abrigando além das zooxantelas que são algas simbiontes com colorações diversas que conferem a grande diversidade de cores aos corais em um sistema de beneficiamento para ambas as espécies.
A maior colônia conhecida é a Grande Barreira de Corais encontrada na região nordeste da Austrália. É importante salientar que existem corais que vivem sozinhos e não formam colônias.










Problemas ambientais

Sob condições adversas, como aumento de temperatura da água, alterações de pH, tráfego naval e predação os corais zooxantelados expelem parte ou todas suas algas, com essa perda o esqueleto calcário branco é então visível através do tecido transparente e é dito que o coral sofre branqueamento ficando frágil e em grande parte chegando à morte.
Em 2008 a situação dos recifes de coral no mundo foi avaliada e indicou que:
*        O mundo perdeu efetivamente 19% da área de recifes de coral desde 1950;
*        15% dos recifes de coral estão seriamente ameaçados de desaparecer nos próximo 10 a 20 anos;
*        20% estão sob ameaça de desaparecer em um período de 20 a 40 anos;
*        46% dos recifes mundiais são considerados saudáveis e sem qualquer ameaça imediata à destruição. Com exceção das incertezas resultantes das mudanças climáticas globais.
Dados disponíveis em: http://www.mma.gov.br/biodiversidade/biodiversidade-aquatica/zona-costeira-e-marinha/recifes-de-coral


Assista ao vídeo sobre o branqueamento dos corais e mergulhe nessa idéia! 


Os Cnidários são de grande importância para toda a fauna e flora marinha, portanto se você tiver a oportunidade de vê-los de perto não caia na tentação de retirar partes dele para coleções, pois isso pode prejudicar todo o indivíduo causando desequilíbrio em seu ambiente. Portanto vamos apreciar a beleza exuberante dos corais em seu habitat natural e contribuir para sua conservação.























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