sábado, 27 de agosto de 2016

Não procure a Dory !!

Paracanthurus hepatus, conhecido como Cirurgião-paleta, é um peixe de tamanho médio, colorido e que vive em recifes. Pertence à família Acanthuridae, sendo o único membro do gênero Paracanthurus. A espécie ficou bem conhecida por causa da Dory, personagem das animações: "Procurando Nemo" e "Procurando Dory".


Os Cirurgiões-Paleta tem a pele dura, composta por pequenas escamas de cor azul "royal" no dorso, amarelas na cauda, crescem até 31 centímetros, são omnívoros, alimentando-se principalmente de plâncton enquanto juvenis. Em adultos complementam essa dieta com algas.

Logo após o lançamento de Procurando Nemo, as vendas de peixes palhaço subiram 40%, mas o problema é, os Cirurgiões-Paleta não se reproduzem em cativeiro, e se por acaso o lançamento do segundo filme surtir o mesmo efeito, o aumento do comercio de peixes paletas poderia colocar  a espécie em risco. Além do que pra quem já viu os filmes, não tem como não dizer que a mensagem é exatamente contraria à aquisição destes animais, já que no primeiro filme, A Dory e o Marlin atravessam os mares para salvar o Nemo que foi "sequestrado" por um humano e colocado em um aquário, e no segundo filme a problemática toda gira entorno do funcionamento de um grande Aquário de visitações. 


Em 2016, a Rising Tide Conservation em parceria com pesquisadores da UF Tropical Aquaculture Laboratory anunciaram a primeira reprodução em cativeiro do cirurgião-patela, mas os indivíduos larvais ainda são muito suscetíveis as características físico-químicas da água, ocorrendo assim uma elevada mortalidade dos indivíduos, ou os animais crescem com uma coloração diferenciada da espécie original.
Os estudos continuam sendo feitos, para que quem sabe um dia, o comércio dessa espécie não prejudique a dispersão da espécie em ambientes naturais. E mesmo com esses estudos recentes, a conscientização a respeito de não manter esses animais em aquários deve ser divulgada, por que assim como mostram os filmes, os peixes ficam muito mais felizes em seu ambiente natural. Manter um peixe no aquário é como impedir um pássaro de voar , ou como impedir você de sair da sua casa. 

O Respeito pela natureza é fundamental, nós humanos não estamos sozinhos neste mundo e todos os seres vivos merecem respeito!! 


Vale a Pena Visitar!!!

Aqui vai mais uma postagem daquelas sobre lugares que valem a pena visitar :) . 
No último mês de julho estive em solo nordestino e conheci algumas praias que são bem bonitas de se ver. Passei 15 dias por lá, e fiquei em Maceió-AL na maior parte do tempo, mas também rolou um fim de semana em Aracaju-SE. 

Alagoas é conhecida como o Caribe Brasileiro, pois a coloração do mar vai do azul ao cristalino... aqui seguem as fotos das praias que visitei. 

Praia da Pajuçara :

Mesmo as praias do centro tem uma cor azul inacreditável.

 Praia do Gunga:


O Gunga é uma praia mais afastada da cidade, mas é um passeio barato e de deixar qualquer um de boca aberta!

 Praia do Saco de Maceió :

Uma praia afastada da cidade, é mais perto do que a praia do Gunga em relação ao centro, contudo é uma praia bem deserta, que não é tão conhecida pelos turistas, mas sim por quem mora lá.

A respeito de Sergipe, achei curioso que em uma cidade quase vizinha a Aracaju, no municipio de Estância se localiza uma praia que também chama praia do Saco, nome igual ao dessa ultima praia de Alagoas que citei, por os estados serem vizinhos AL e SE, (aproximadamente 4 horas de viagem entre as capitais), é bom prestar atenção na recomendação sobre as praias, as vezes os Alagoanos indicam a Praia do Saco de Maceió, mas de vez em quando na verdade eles estão falando sobre a Praia do Saco de Sergipe , o que pode gerar alguma confusão! 

Então segue as fotos da Praia do Saco de Estância - SE :




Vale a pena visitar!


Lagamar e o Boto Cinza

No município de Cananeia, extremo sul do litoral paulista, está localizado o maior trecho contínuo de Mata Atlântica do país, O Parque estadual da Ilha do Cardoso, e também a região do Complexo Estuárino do Lagamar , que se encontra dentro dos municípios de Iguape e Cananéia (SP) e da Baía do Paranaguá (PR), e sobe a serra, adentrando o Vale do Ribeira. 

As terras do Parque abrigam seis comunidades caiçaras. Com forte influência indígena e mantenedoras de seus costumes e tradições.
A ilha do Cardoso não tem energia elétrica, alguns lugares são alimentados por geradores, outros usam energia solar.

Avistar golfinhos durante o passeio de barco entre Cananéia e a Ilha do Cardoso é um acontecimento recorrente para moradores e turistas que passam pelo Lagamar.
Há muitos anos, um grupo de pesquisadores luta para preservar o bem estar da espécie e do ecossistema, para garantir a preservação do local.
As pesquisas sobre a espécie começaram em 1981, quando o biólogo Emygdio Monteiro. Em 1997, foi fundado o Ipec, uma ONG  sem fins lucrativos que desenvolve projetos de pesquisa científica a favor da conservação do meio ambiente. Em 1999 o Projeto Boto Cinza foi registrado, como sendo o primeiro projeto, dentre os seis que são coordenados pelo Instituto atualmente
O Projeto Boto Cinza trabalha com a conservação da espécie sotalia guianensis e dos ecossistemas e recursos naturais de seu habitat, na região do Lagamar.  Com o passar dos anos, foi criado um grupo de pesquisadores voltados para o estudo do boto cinza. Eles criaram cursos para levar mais conhecimento aos moradores da região e os estudantes da área de biologia marinha, além de ser uma forma da ONG se auto-sustentar.
. No Lagamar há cerca de 72 quilômetros quadrados de manguezal, que  é um dos ecossistemas mais produtivos do país em relação a flora e fauna. No estuário há o encontro de um ou mais rios com o mar.

. O boto cinza apresenta uma coloração acinzentada em seu dorso, uma mancha cinza na lateral e o ventre mais claro. Conforme o animal vai se tornando adulto, há uma mudança em sua coloração, e é fácil distinguir os adultos, que podem chegar a medir 2,10 metros, dos filhotes, que geralmente nascem com cerca de 1 metro. Os botos, tanto machos quanto fêmeas, podem viver até 30 anos.


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

DIVULGAÇÃO ACADÊMICA: ÁGUA DE LASTRO


E ai pessoal, como vão? Bom, aqui estamos novamente para tratar de um assunto muito sério: a chamada Água de Lastro. Você faz ideia do que seja isso??

A Água de Lastro é o nome dado à porção viva de biomassa e/ou volume de água em corrente que é trazida ou levada através dos oceanos por navios, desde grandes até pequenos, em diferentes períodos históricos desde a intensificação das navegações e do tráfego humano marinho. A chamada Água de Lastro é, na verdade, um termo que determina um processo antrópico de interferência na organização das comunidades marinhas, através da introdução de espécies de plantas, microrganismos e animais em hábitats não naturais, ou seja, a introdução de espécies exóticas.

Um dos maiores fatores de extinção de biodiversidade e perda de abundância e riqueza de espécies é a introdução de espécies exóticas em habitats não naturais. A introdução de espécies, entre outros problemas, acarreta em desequilíbrio da cadeia trófica, das comunidades do ecossistema, bem como acarreta em quedas populacionais, quebra de nichos ecológicos e os chamados "bloom" de biomassa de animais ou vegetais invasores que não possuem predadores naturais ou formas de controle populacionais extra-espécie.

A água de lastro é um problema ambiental desde as épocas antigas, sendo uma preocupação atual em alguns países melhor estruturados ambientalmente dizendo. Existem esforços em programas brasileiros para o controle de espécies introduzidas, como o programa de caça ao Javaporco nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Cararina, ou mesmo o projeto Coral Sol, que busca combater a expansão de espécies invasoras de corais, que crescem sobre os corais nativos, diminuindo a biodiversidade e afetando o ecossistema marinho de maneira intensa.

Para saber mais sobre a Água de Lastro e sua influência na introdução de espécies exóticas, segue abaixo arquivo de publicação científica na autoria de Jeferson Valdir da Silva. Segue também o portal do Projeto Coral Sol, para maiores informações caso alguém se interesse por ajudar.

É isso pessoal! Até a próxima postagem!

Projeto Coral Sol:
http://www.promar.org.br/pt/projetos/Projeto-Coral-Sol-BTS

Artigo de Água de Lastro:
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:3FIaixlRG1EJ:sisnet.aduaneiras.com.br/lex/doutrinas/arquivos/(10)%2520A%2520SOCIEDADE%2520AS%2520ATIV.%2520COMER..doc+&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

TOP 10 DESTINOS NO BRASIL: PRAIAS


Olá galera! Este post que vem agora é mais uma descontraída para unir o útil ao agradável. Bom, como nem tudo na vida é só ciência e a própria ciência é a vivência em si, podemos dizer que o mar está totalmente ligado a nossos destinos turísticos, como as praias do litoral brasileiro como um todo. Pensando no lazer e na importância de conhecer-se o território em que se vive além de optar por um turismo ecológico e sustentável o blog biologia marinha apresenta um apanhado rápido de destinos litorâneos para se conhecer no Brasil, de acordo com experiências dos próprios integrantes que aqui lhes escrevem e completando a lista de 10 destinos com dicas do site mochileiros.com (http://www.mochileiros.com), focando é claro em destinos que possuam tanto o aprendizado aplicado da ciência quanto a possibilidade de lazer e interação com a natureza, visando sempre sua preservação e uma viagem tranquila. Para todos que gostam de uma praia, aqui vai uma lista imperdível de destinos no nosso país. Espero que gostem!

10. Prainha Branca (Guarujá) - SP



9. Castelhanos (Ilha Bela) - SP



8. Puruba (Ubatuba) - SP



7. Costa Dourada (Mucuri) - BA



6. Praia do Ermitão (Guarapari) - ES



5. Recife de Fora (Porto Seguro) - BA



4. Praia do Espelho (Trancoso) - BA



3. Porto de Galinhas (Recife) - PE



2. Ilha Fiscal - RJ
(apesar de não ser uma praia fica um outro tipo de beleza estética não-natural, para quem gosta)


1. Paraty (RJ)



Espero que tenham curtido, e conhecido lugares que ainda não sabiam que eram tão bonitos! Lembrando: isso é só um pequeno e rápido apanhado de acordo com experiências pessoais e dicas do site sitado acima no post, é claro que existem mais milhares de praias e destinos marítimos belíssimos, e claro, alguns que talvez sequer conhecemos!
Preserve a natureza, seja um turista ecologicamente responsável. De sua viagem leve apenas memórias e fotos, e deixe apenas pegadas e boas amizades.

ANIMAIS MARINHOS FÓSSEIS: A BELEZA MORTA





Boa noite galera! Como sabemos, o blog biologia marinha possui sua finalidade de divulgação científica e de curiosidades sobre a vida marinha em si. No post de hoje conheceremos alguns dos mais diversos animais que habitaramnosso planeta há milhares de anos. Alguns de tamanhos absurdos aos nossos olhos, outros ancestrais irmãos de linhagens animais triviais para a existência da diversidade que conhecemos hoje, como veremos a seguir. Divirtam-se e procurem conhecer melhor a história que os fósseis, não só marinhos, podem nos contar de nosso planeta!



                   

           Alguns dos fósseis mais emblemáticos dos últimos 30 anos, os conodontes (Conodonta) são uma descoberta que evidenciou os traços evolutivos do passado dos vertebrados atuais, sendo fósseis de animais agnatos (Agnatha) que eram possivelmente um grupo-irmão da linhagem ancestral dos gnatostomados (Gnathostomata) que deriavaram em todos os peixes e vertebrados terrestres e marinhos atuais.



Eurypterida, ou euriptéridos, são uma Ordem do grupos dos  aracnídeos (Arachnida) do phylum Arthropoda. Eram artrópodes marinhos chamados também de escorpiões-marinhos (apesar do nome os euriptéridos não eram escorpiões e são provavelmente um grupo aparentado ao ancestral da Ordem dos Scorpiones. Alguns fósseis chegam a atingir mais de 80cm de comprimento, sendo invertebrados que irradiaram durante o período do Paleozóico. Imagine encontrar um destes em um mergulho?!!




Trilobitas, artropodes ancestrais extintos e altamente plesiomórficos, são alguns dos organismos mais bem descritos em questão de registro fóssil. São artrópodes do Sub-phylum Trillobitomorpha, sendo
uma linhagem antiga de artrópodes marinhos que dominou os bentos oceânicos em eras geológicas passadas. Os trilobitas representam fielmente a anatomia externa e morfologia de um artrópode básico, e são geralmente o organismo utilizado para descrever o plano corpóreo artrópode ancestral em função de os hexapodes (Insecta por exemplo) serem utilizados como modelo de plano corpóreo dos artrópodes atuais (apesar disso Crustacea ainda é um grupo altamente bem representado em questão de plano básico de corpo pelos trilobitas.


Abaixo podemos observar algumas imagens de diversos organismos que não mais permeiam as águas oceânicas atualmente, mas que podem fornecer informações cruciais para a compreensão de como os atuais organismos permaneceram no planeta no processo evolutivo. O estudo de fósseis é extremamente importante para a biologia evolutiva, zoologia e botânica, bem como taxonomia e sistemática dos seres vivos. Espero que tenham gostado deste agrupado de animais, logo abaixo das fotos segue um link interessante para se acessar e conferir mais sobre a diversidade biológica marinha, viva ou morta, presente e passada.






quinta-feira, 2 de junho de 2016

VAMOS FALAR DE ALGAS?


A palavra alga vem do latim e significa "planta marinha", porém podem ser encontradas em todos os ambientes aquáticos. As algas fazem parte de um grupo muito diversificado, podendo ser unicelular ou pluricelular; elas vivem solitárias ou em colônias de tamanhos e formas variados.
















Volvox sp











                                                                   

                                                                     Acetabularia sp

As algas são responsáveis por 50% da produção de oxigênio da atmosfera; além disso são amplamente utilizadas nas indústrias alimentícia, farmacêutica e na fabricação de biocomustíveis.

A MARÉ VERMELHA...


Nos últimos dias foram transmitidas muitas notícias sobre a proibição da colheita de mariscos para comercialização no estado de Santa Catarina (maior produtor de mariscos do Brasil) devido à uma toxina produzida pela maré vermelha. Mas afinal, o que é a maré vermelha???

A maré vermelha é um fenômeno provocado pela proliferação desencadeada de algumas espécies e algas principalmente dinoflagelado; isso ocorre devido à alterações ambientais como mudanças de pH, salinidade, temperatura e matéria orgânica dissolvida trazida pela rede de esgoto. Essas algas produzem uma toxina nociva ao homem causando problemas gastrointestinais, respiratórios e circulatórios se consumida. Elas são encontradas em mariscos, moluscos e peixes, e quando ocorre em grande quantidade prejudica o ambiente e a economia pois fica terminantemente proibido a pesca desses animais.




Marisco atingido pela maré vermelha, pesca proibida.
A pesca e comercialização poderá ser retomada com a diminuição das algas que ocorre naturalmente.







MAS PORQUE VERMELHA??


A maré vermelha tem esse nome devido a presença dos pigmentos fotossintetizantes como as xantofilas e beta caroteno presente em suas células, apresentam uma coloração que vai do vermelho vivo à tons mais amarronzados. Podem afetar a vida marinha caso haja uma cobertura muito densa impedindo a passagem da luz solar comprometendo a fotossíntese de outros organismos. 




FIQUE POR DENTRO DAS ÚLTIMA NOTÍCIAS



Os moluscos são animais filtradores, portanto todas as toxinas presentes na água, sendo fatores naturais como o fenômeno da maré vermelha ou fatores externos como poluição ambiental causada pelo homem ficam retidos em seu interior sendo prejudicial para que o consome. A defesa dos interesses entre comerciantes e os órgãos de fiscalização são polêmicas; porém assegurar um produto final com garantia de segurança nutricional é fundamental. 


Fiquem ligados e até a próxima!!

















AS ILHAS DE LIXO DO PACÍFICO



A Biodiversidade Marinha tem uma importância inegável no ecossistema mundial. O Oceano Pacífico abriga a maior massa marítima do planeta e representa quase um terço da superfície da Terra. Em 1997 o pesquisador Charles Moore descreveu a existência de imensa área recoberta por lixo, localizada no Giro Pacifico Norte, uma região de águas calmas, delimitada por correntes oceânicas. São dois grandes aglomerados de lixo, (90% plástico) que juntos tem quase o dobro do tamanho dos Estados Unidos.













 O plástico ao se degradar formou a sopa plástica, uma mancha de mais de 10 metros de profundidade que gera um impacto ambiental incalculável e irreversível no ecossistema marinho. Milhões de animais morrem todos os anos, por ficarem presos ou ingerirem esse lixo, que pode percorrer o mundo todo através de correntes até chegar a essa região do pacifico.


UMA AMEAÇA À VIDA...































DE ONDE VEM TANTO LIXO?

Deixado por banhistas despreocupados.
Atirados ao mar por passageiros em barcos, hiates.

O QUE FAZER PARA MUDAR?
                                                                          




ATÉ LOGO!!!


quinta-feira, 21 de abril de 2016

NEM TUDO É O QUE PARECE


     Você alguma vez já praticou mergulho? Ou parou para analisar as imagens maravilhosas do fundo do mar?
Todos nós conhecemos mesmo que pouco as belezas exuberantes e muitas vezes exóticas do assoalho dos mares e oceanos. Mas afinal quais organismos formam essa maravilha toda?

Nem tudo são flores!!

Embora pareçam flores muitos desses coloridos organismos na verdade são animais pertencentes ao filo Cnidária. Esse grupo representado pelas águas-vivas, hidras, corais e anêmonas-do-mar são os responsáveis pela exuberância no fundo dos mares e oceanos. Os Cnidários são peculiarmente curiosos, pois possuem uma alternância de gerações em seu ciclo de vida, onde há uma fase em forma de pólipo (corpo em formato de um tubo cilíndrico) séssil (forma imóvel) em muitas vezes colonial que se reproduz assexuadamente; e uma fase de medusa livre natante que se reproduz sexuadamente dando origem a uma nova colônia.
O nome Cnidário se dá devido à presença de cnidócitos que são células encontradas na epiderme destes animais e contém uma substância tóxica que pode queimar, paralisar, e até mesmo matar outros animais sendo utilizadas como proteção ou na captura de presas.











Os Recifes de Corais

Os corais são caracterizados pela forma de pólipo, sendo sésseis, apresentando crescimento lento e secretando um sólido esqueleto composto de carbonato de cálcio. Várias espécies de corais fazem relações ecológicas harmônicas formando colônias com centenas, milhares e até mesmo milhões de indivíduos. Formando as comunidades bentônicas mais ricas dos oceanos abrigando além das zooxantelas que são algas simbiontes com colorações diversas que conferem a grande diversidade de cores aos corais em um sistema de beneficiamento para ambas as espécies.
A maior colônia conhecida é a Grande Barreira de Corais encontrada na região nordeste da Austrália. É importante salientar que existem corais que vivem sozinhos e não formam colônias.










Problemas ambientais

Sob condições adversas, como aumento de temperatura da água, alterações de pH, tráfego naval e predação os corais zooxantelados expelem parte ou todas suas algas, com essa perda o esqueleto calcário branco é então visível através do tecido transparente e é dito que o coral sofre branqueamento ficando frágil e em grande parte chegando à morte.
Em 2008 a situação dos recifes de coral no mundo foi avaliada e indicou que:
*        O mundo perdeu efetivamente 19% da área de recifes de coral desde 1950;
*        15% dos recifes de coral estão seriamente ameaçados de desaparecer nos próximo 10 a 20 anos;
*        20% estão sob ameaça de desaparecer em um período de 20 a 40 anos;
*        46% dos recifes mundiais são considerados saudáveis e sem qualquer ameaça imediata à destruição. Com exceção das incertezas resultantes das mudanças climáticas globais.
Dados disponíveis em: http://www.mma.gov.br/biodiversidade/biodiversidade-aquatica/zona-costeira-e-marinha/recifes-de-coral


Assista ao vídeo sobre o branqueamento dos corais e mergulhe nessa idéia! 


Os Cnidários são de grande importância para toda a fauna e flora marinha, portanto se você tiver a oportunidade de vê-los de perto não caia na tentação de retirar partes dele para coleções, pois isso pode prejudicar todo o indivíduo causando desequilíbrio em seu ambiente. Portanto vamos apreciar a beleza exuberante dos corais em seu habitat natural e contribuir para sua conservação.